O que é a carga imediata
No protocolo convencional, o implante dentário fica alguns meses cicatrizando antes de receber a prótese. Na carga imediata, a prótese provisória é fixada ao implante em até 72 horas após a cirurgia — muitas vezes no mesmo dia.
Essa prótese é provisória: tem formato e cor planejados, mas é feita para proteger a cicatrização, não para mastigar com força. Depois da osseointegração, ela é substituída pela prótese definitiva.
A técnica pode ser usada para um único dente, para alguns dentes ou para a arcada inteira, no chamado protocolo dentário com carga imediata.
Para quem a carga imediata é indicada
O critério principal é a estabilidade do implante logo após a instalação, chamada de estabilidade primária. Ela depende da quantidade e da densidade do osso. Se o implante não fica firme o suficiente, colocar carga sobre ele aumenta o risco de falha — e o mais seguro é esperar.
Costumam ser bons candidatos:
- Quem vai perder um dente da frente e não quer ficar sem ele durante o tratamento.
- Quem usa dentadura e deseja trocar por uma prótese fixa sobre implantes.
- Pacientes com osso em volume e densidade adequados, confirmados na tomografia.
- Pacientes sem bruxismo intenso ou com bruxismo controlado com placa.
Quando a carga imediata não é possível
Osso muito fino ou pouco denso, infecção ativa na região, necessidade de enxerto extenso e diabetes sem controle costumam contraindicar a carga imediata. Nesses casos, o implante é instalado e fica cicatrizando sem carga, e o paciente usa uma prótese provisória removível ou adesiva para não ficar sem dente. O prazo total é parecido; o que muda é o tipo de provisório no período de integração.
Como funciona o dia da cirurgia
Antes da cirurgia, o caso é planejado com tomografia, fotos e moldagem ou escaneamento. Em muitos casos, a prótese provisória já é preparada antes, a partir do planejamento digital.
No dia, com anestesia local, os dentes comprometidos são removidos se necessário, os implantes são instalados e a estabilidade de cada um é medida. Se os valores forem adequados, a prótese provisória é adaptada e fixada. Se não forem, o plano muda para a carga tardia, com uma prótese provisória removível nesse intervalo — e isso é combinado com o paciente antes.
Quanto tempo leva o tratamento
A cirurgia com instalação do provisório pode levar de uma a algumas horas, conforme o número de implantes. O dente fixo vem no mesmo dia, mas o tratamento não termina aí: a osseointegração continua levando de três a seis meses.
Só depois desse período é feita a prótese definitiva. Ao todo, é comum o tratamento completo levar de quatro a oito meses, dependendo do caso.
Carga imediata dói?
A cirurgia é feita com anestesia local, então não há dor durante o procedimento. No pós-operatório, o desconforto é parecido com o de um implante convencional: inchaço e sensibilidade nos primeiros dias, controlados com medicação.
Em cirurgias de arcada completa, o inchaço pode ser maior e durar alguns dias a mais. Repouso e compressas frias ajudam.
Cuidados depois da carga imediata
O cuidado mais importante é com a alimentação. Nas primeiras semanas, a dieta deve ser pastosa ou macia, evitando morder alimentos duros com os dentes provisórios. É a falta desse cuidado que mais compromete a integração dos implantes.
Também é preciso manter a higiene com escova macia e os produtos indicados, não fumar e comparecer aos retornos, nos quais a mordida é ajustada e a cicatrização é acompanhada.
O que influencia o valor da carga imediata
O valor varia conforme o número de implantes, a necessidade de extrações ou enxerto, o tipo e o material das próteses provisória e definitiva e os exames necessários. Um protocolo de arcada inteira e a reposição de um único dente são tratamentos muito diferentes.
Por isso o orçamento é feito depois da avaliação, que não tem custo. O resultado e o prazo variam de pessoa para pessoa.
As informações desta página são educativas e não substituem a consulta. A indicação, o prazo e o resultado de cada tratamento variam de pessoa para pessoa e só são definidos após avaliação clínica. Responsável técnica: Dra. Michele Herreira, CRO-SP 71275.
