O que é odontopediatria
Odontopediatria é a área da odontologia que cuida da saúde bucal de bebês, crianças e adolescentes. Ela acompanha o nascimento dos dentes de leite, a troca pelos permanentes e o crescimento da face, e orienta a família sobre alimentação, higiene e hábitos como chupeta e mamadeira.
O foco é prevenir. Uma criança acompanhada desde cedo tem mais chance de chegar à adolescência sem cáries e sem medo de dentista.
Muitas famílias só procuram um dentista infantil quando aparece dor ou uma mancha escura no dente. Nessa hora, o tratamento já é mais longo e a primeira lembrança da criança no consultório tende a ser ruim. Começar pelas consultas de rotina, quando não há nada para tratar, permite que ela se acostume com o ambiente sem pressão — e que pequenos problemas sejam vistos cedo, quando ainda podem ser controlados só com orientação e flúor.
Com que idade levar o bebê ao dentista
A recomendação das associações de odontopediatria é que a primeira consulta aconteça quando nasce o primeiro dente ou, no máximo, até o primeiro aniversário. Na clínica, o acompanhamento pode começar ainda antes, a partir dos 3 meses, com orientação aos pais sobre limpeza da boca, amamentação e o que esperar da erupção dos dentes.
A partir daí, os retornos costumam ser a cada seis meses, ou em intervalos menores quando há risco maior de cárie.
Como funciona a primeira consulta no dentista
Para o bebê, a consulta é rápida e acontece no colo do pai ou da mãe, na posição "joelho com joelho". A dentista examina gengiva, dentes e língua, avalia o risco de cárie e conversa com a família sobre escovação, creme dental com flúor, alimentação e hábitos.
Para crianças maiores, a consulta segue o ritmo delas: primeiro conhecer o consultório, a cadeira e os instrumentos, depois o exame, a limpeza e a aplicação de flúor quando indicada. Procedimentos como restaurações e selantes são feitos quando a criança está pronta, sempre explicados antes.
Quanto tempo duram as consultas e o acompanhamento
As consultas de prevenção costumam durar de 30 a 45 minutos. O acompanhamento se estende por toda a infância e adolescência, com atenção especial a duas fases: a erupção dos primeiros molares permanentes, por volta dos 6 anos, e a troca dos dentes, que vai até os 12 ou 13 anos.
O tratamento infantil dói?
Consultas de prevenção não doem. Quando é preciso tratar uma cárie, é usado anestésico tópico antes da anestesia local, e a criança é preparada com explicações adequadas à idade. O objetivo é que ela saia da consulta sem experiências ruins.
Quanto mais cedo começa o acompanhamento, menor a chance de a criança precisar de tratamentos invasivos — e é por isso que a prevenção vem primeiro.
Cuidados em casa
Antes dos dentes, a gengiva pode ser limpa com gaze ou dedeira umedecida. Com o primeiro dente, começa a escovação com escova infantil macia e creme dental com flúor (1.000 ppm ou mais), na quantidade de um grão de arroz até os 3 anos e de um grão de ervilha depois.
Os pais devem escovar ou supervisionar a escovação até a criança ter coordenação para fazer sozinha, geralmente por volta dos 7 ou 8 anos. Evitar açúcar antes dos 2 anos, não deixar a criança dormir mamando e reduzir o consumo de doces entre as refeições fazem diferença.
O que influencia o valor do atendimento infantil
O valor depende do tipo de consulta e do que for necessário: prevenção, aplicação de flúor, selantes, restaurações ou tratamentos mais complexos. Uma criança em acompanhamento preventivo costuma precisar de menos intervenções ao longo dos anos.
A avaliação inicial não tem custo e serve também para os pais tirarem dúvidas sobre alimentação, chupeta, mamadeira e escovação.
As informações desta página são educativas e não substituem a consulta. A indicação, o prazo e o resultado de cada tratamento variam de pessoa para pessoa e só são definidos após avaliação clínica. Responsável técnica: Dra. Michele Herreira, CRO-SP 71275.
