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Dra. Michele Herreira
Blog · Implante dentário

Quanto tempo dura um implante dentário?

Por Dra. Michele Herreira (CRO-SP 71275) ·

É uma das primeiras perguntas de quem pensa em fazer um implante: quanto tempo ele dura? A resposta curta é que um implante bem planejado, bem instalado e bem cuidado pode durar décadas — muitas vezes o resto da vida. A resposta completa é um pouco mais interessante, porque a durabilidade depende de três partes diferentes e de hábitos que estão nas mãos do próprio paciente.

Neste artigo, a Dra. Michele Herreira, cirurgiã-dentista em Suzano com mais de 25 anos em implantodontia, explica o que faz um implante durar, o que costuma causar problemas e como saber se algo não vai bem.

Implante, pilar e coroa: cada parte tem uma durabilidade

Quando se fala em "implante", normalmente se pensa no dente inteiro. Mas o conjunto tem três partes:

  • O implante propriamente dito: o pino de titânio que fica dentro do osso. Depois de integrado, é a parte mais durável do conjunto.
  • O pilar (ou intermediário): a peça que liga o implante à coroa. Pode afrouxar com o tempo e precisar de reaperto ou troca.
  • A coroa ou prótese: a parte visível, que mastiga. Sofre desgaste e pode lascar, por isso é a que mais costuma precisar de reparo ou substituição ao longo dos anos.

O que dizem os estudos sobre a durabilidade

Estudos de acompanhamento de longo prazo mostram que a grande maioria dos implantes continua em função dez anos depois da instalação, e há muitos casos documentados com mais de vinte anos. Esses números, porém, são médias: valem para pacientes que fizeram manutenção e não incluem da mesma forma quem fuma muito ou tem doenças sem controle.

Em outras palavras, a estatística é animadora, mas o que define a durabilidade do seu implante são as condições do seu caso — e isso não dá para garantir de antemão.

Os fatores que fazem o implante durar mais

Alguns fatores dependem do planejamento e da execução; outros, do paciente.

  • Osso de boa qualidade e em quantidade suficiente — ou recuperado com enxerto antes do implante.
  • Planejamento com tomografia, que define posição, inclinação e tamanho de cada implante.
  • Prótese bem adaptada, que distribui as forças da mordida e permite a limpeza.
  • Higiene diária caprichada, com escova, fio dental ou escovas interdentais.
  • Retornos periódicos para limpeza profissional e conferência da mordida.
  • Não fumar e manter doenças como o diabetes sob controle.

Peri-implantite: a principal causa de perda a longo prazo

O implante não tem cárie, mas a gengiva e o osso ao redor dele podem inflamar. Começa como mucosite — gengiva vermelha, inchada e que sangra ao escovar — e, se não for tratada, pode evoluir para peri-implantite, quando o osso que sustenta o implante começa a ser perdido.

A peri-implantite costuma ser silenciosa no início e quase sempre está ligada a acúmulo de placa. Por isso os retornos são tão importantes: na consulta, a gengiva ao redor do implante é avaliada, a placa é removida e, se necessário, são feitos exames de imagem.

Bruxismo e sobrecarga

Quem range ou aperta os dentes coloca sobre os implantes forças muito maiores que as da mastigação normal. O resultado pode ser afrouxamento do parafuso, fratura da porcelana da coroa e, em casos extremos, perda óssea.

Bruxismo não impede o implante, mas pede cuidado: em geral, uma placa de proteção para dormir e ajustes de mordida nos retornos.

Sinais de que algo não vai bem

Procure a clínica se notar algum destes sinais:

  • Sangramento ou inchaço na gengiva ao redor do implante.
  • Coroa com folga, "estalando" ou girando.
  • Dor ao mastigar naquela região.
  • Mau gosto ou secreção perto do implante.
  • Gengiva "descendo" e deixando à mostra a parte metálica.

Como cuidar do implante no dia a dia

A rotina é parecida com a dos dentes naturais, com alguns detalhes. Escove pelo menos duas vezes ao dia com escova macia, dando atenção à linha da gengiva. Use fio dental ou escova interdental em volta de cada implante — em próteses maiores, como o protocolo dentário, pode ser preciso um passa-fio ou um irrigador oral.

Na maioria dos casos, os retornos ficam a cada seis meses, mas o intervalo é ajustado conforme o risco de cada paciente. Quem já teve doença periodontal, por exemplo, costuma precisar de controles mais frequentes.

Implante dura mais que ponte ou dentadura?

Em geral, o implante tende a ter vida útil maior que a de uma ponte fixa, porque não depende de dentes vizinhos que podem ter cárie ou problemas de canal com o tempo. A dentadura, por sua vez, não "falha" da mesma forma, mas precisa de ajustes e trocas mais frequentes, já que o osso da gengiva onde ela se apoia vai diminuindo ao longo dos anos — algo que o implante ajuda a preservar.

E se o implante falhar?

Falhas podem acontecer logo no início, quando o implante não se integra ao osso, ou anos depois, geralmente por peri-implantite. Na maior parte dos casos, depois de remover o implante e esperar a cicatrização — às vezes com enxerto ósseo —, é possível instalar um novo.

Se você está pensando em fazer um implante em Suzano ou região, a avaliação é o melhor momento para tirar essas dúvidas. Veja como funciona o implante dentário na clínica, da tomografia aos cuidados depois da prótese.

Conteúdo educativo, que não substitui a consulta. Cada caso tem particularidades e o resultado de qualquer tratamento varia de pessoa para pessoa. Responsável técnica: Dra. Michele Herreira, CRO-SP 71275.

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Ficou com alguma dúvida?

Na avaliação, a Dra. Michele examina o seu caso e explica as opções de implante dentário com prazo e valor. A consulta de avaliação não tem custo.

Local
Suzano, SP
Horário
Segunda a sexta, 9h às 18h
Consulta de avaliação
Avaliação sem custo